Alemmart's Blog

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ESCOLHAS DA VIDA -“ATITUDE É TUDO”

Descobri nos meus arquivos. Não sei quem me enviou.

 

João era o tipo do cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.

Quando alguém lhe perguntava como ele estava, a resposta seria algo:

– Se melhorar estraga. Ele era um gerente especial pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia ruim, João estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação. Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:

– Você não pode ser uma pessoa tão positiva todo o tempo. Como você faz isso?

Ele me respondeu:

– A cada manha ao acordar digo para min mesmo, João, você tem duas escolhas hoje. Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo de ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo. Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.

– Certo, mas não é fácil, argumentei.

– É fácil, disse-me João. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda a situação sempre há uma escolha.

– Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua escolha de como viver a sua vida.

Eu pensei sobre o que João disse, e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha. Anos mais tarde soube que João cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta pela manha, foi rendido por assaltantes. Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo.

Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte ele foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo. Encontrei João mais ou menos por acaso.

Quando lhe perguntei como estava, respondeu:

– Se melhorar estraga.

Contou-me o que havia acontecido perguntando:

– Quer ver minhas cicatrizes?

Recusei ver seus antigos ferimentos mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.

– A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu. Então deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer.

Escolhi viver.

– Você não estava com medo?, perguntei.

– Os paramédicos foram ótimos.

Eles me diziam que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: "esse ai já era". Decidi então que tinha que fazer algo.

– O que fez?, perguntei.

– Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Me perguntou se eu era alérgico a alguma coisa.

Eu respondi: "sim". Todos pararam para ouvir a minha resposta:

– Tomei fôlego e gritei:

"- Sou alérgico a balas!"

Entre as risadas lhes disse:

"- Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não morto."

João sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças a sua atitude. Aprendi que todo dia temos a opção de viver plenamente.

Afinal de contas, "ATITUDE É TUDO".

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26 de abril de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

Tancredo Neves por Almir Pazzianotto

 

Almir Pazzianotto Pinto


No dia 15 de março completaram-se vinte e cinco anos do final do regime militar. Eleito pelo colégio eleitoral – com a oposição do PT – o doutor Tancredo Neves, que atingira a idade de 75 anos no dia 10, preparava-se para a posse. Católico, assistira, na noite do dia 14, missa no Santuário Dom Bosco, rezada por dom João Resende Costa, arcebispo de Belo Horizonte.

Por volta de 21 horas, acometido de fortes dores, o doutor Tancredo foi levado ao Hospital de Base, em Brasília, para ser operado de complicações no divertículo. No dia 21 de abril, após longo sofrimento, o doutor Tancredo faleceu, trazendo irreparável vazio ao cenário político.

Raras vezes estive com o doutor Tancredo. À época era secretário do Trabalho do governo Franco Montoro. O primeiro encontro ocorreu no Palácio das Mangabeiras, sede do governo de Minas Gerais, em almoço do qual participaram líderes do PMDB. Em determinado momento, o governador pediu-me informações acerca da estrutura sindical. Disse-lhe o que pensava, destaquei o problema do peleguismo e declarei que a solução consistia na ratificação da Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da autonomia de organização e garante liberdade de sindicalização.

Com o doutor Tancredo já eleito, soube pelo doutor Roberto Gusmão, secretário de Governo, de iminente reunião com o doutor Francisco Dornelles, futuro Ministro da Fazenda. O encontro deu-se em São Paulo, ocasião na qual fui informado de que assumiria o Ministério do Trabalho. Nos últimos dias de fevereiro compareci à Granja do Torto, onde o doutor Tancredo recebeu-me, dizendo que me convocava para “sofrer com ele durante quatro anos”.

O decreto designando-me ministro acha-se assinado pelo doutor Tancredo na qualidade de presidente da República e é datado de 15 de março de 1985. Quem me entregou cópia foi o ministro-chefe da Casa Civil, José Hugo Castelo Branco, acompanhada de mensagem pessoal. O documento de posse contém o autógrafo do vice-presidente José Sarney.

Antes da nomeação já me encontrava incumbido da tarefa de negociar entendimento entre governo, patrões e trabalhadores. O doutor Tancredo julgava fundamental, para a recuperação econômica, e o sucesso do período de transição, que se fizesse algo semelhante aos pactos celebrados na Espanha, após a morte de Francisco Franco, em 1975, com a instituição do regime monárquico democrático. Seis importantes acordos, o primeiro conhecido como Pacto de Moncloa, haviam sido negociados, entre 1977 e 1984, pelo ministro Adolfo Suarez com a Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), para tornar possível, em clima de tranquilidade sindical, a estabilidade da moeda, a retomada do desenvolvimento e a criação de empregos. A revista Senhor, de 9 de janeiro de 1985, contém entrevista do doutor Tancredo a Mino Carta, na qual revela desejar “uma trégua para organizar o pacto social que poderá remeter o País a um novo patamar de crescimento”.

As reações ao pacto foram divergentes. Enquanto Joaquim dos Santos Andrade, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da Conclat demonstrava reconhecer a crise e se revelava disposto a colaborar, a associação CUT-PT entrava em guerra contra o doutor Tancredo.

Antes de esboçar qualquer tentativa de se entender com o futuro governo, um desvairado Jair Meneguelli panfletava fábricas com a seguinte mensagem: “Metalúrgicos vão à greve contra o pacto”. O Jornal da Tarde, na edição de 11 de fevereiro daquele mesmo ano, estampava as manchetes: “A CUT e o PT declaram guerra a Tancredo”, “Os trabalhadores metalúrgicos do ABC vão à luta já, contra o pacto”.

Os fatos revelariam que PT e CUT não blefavam. Em abril, a CUT ocupou a fábrica da General Motors, instalada em São José dos Campos, submetendo a cárcere privado 370 funcionários, vítimas de violências e humilhações. Na manifestação de 1.º de maio, realizada na Praça da Sé, Meneguelli bradava: “Vamos parar o Brasil de norte a sul”. E o Brasil havia sido paralisado.

Em 24 de junho de 1985, o presidente Sarney convidou as lideranças sindicais para ampla reunião na Granja do Torto, a fim de se discutir como deter a inflação e reduzir perdas salariais. Compareceram todos à exceção da CUT, empenhada no boicote do governo.

Jamais saberemos como seria o Brasil se o doutor Tancredo houvesse governado. A história, porém, é implacável e registra que o PT e CUT foram os maiores responsáveis por vinte anos de atraso, até que o País voltasse à estabilidade e ao desenvolvimento graças ao Plano Real.

Almir Pazzianotto Pinto é advogado; foi ministro do Trabalho (1985-1988) e ministro do Tribunal Superior do Trabalho (1988-2002).

1 de abril de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

O que fizeram de nossas igrejas?

 

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O ser humano, em geral, é muito criativo e produtivo, mas também é altamente destrutivo. Tudo depende da oportunidade, da época, das influências e logicamente da vontade de cada um.

Em nossas igrejas atualmente impera a modernidade aproveitando o inegável avanço da tecnologia. Tudo é moderno, prático e cômodo dentro do contexto, para facilitar e até para economizar espaço usando a logística e o "bom gosto".

Em função desta modernidade, hoje muitas pessoas não levam mais a Bíblia à igreja, também não levam o seu hinário, e creio que dentro de pouco tempo também não vão levar dinheiro, pois a moda hoje é usar apenas o cartão. Hoje somos uma espécie de "crentes virtuais". Quando alguém aparece na igreja trajado à moda antiga, geralmente atrai olhares e provoca admiração. Os crentes mais antigos se sentem deslocados, envergonhados e fora do contexto.

Sem dúvida, o que sofreu mais alteração com todas essas mudanças foram os nossos hinos. Ninguém mais quer cantar os hinos antigos que para muitos são ultrapassados, velhos e devem ser descartados. A maioria dos crentes abandonou o velho e saudável costume de louvar a Deus. Em muitas de nossas igrejas não se canta mais os hinos da Harpa Cristã, e quando alguém se arrisca a canta-los "com a igreja" acaba cantando sozinho. Que pobreza! O louvor a Deus é tão importante que o maior livro da Bíblia é o livro de Salmos, com 150 louvores. Sem louvar a Deus, estamos nos perdendo na bruma do comodismo e estamos ficando para trás.

 

Com toda essa deficiência, nós ainda batemos no peito e nos orgulhamos de nossa fé e de nossa crença. Gostamos de estatísticas e sempre dizemos que somos mais de 40 milhões de crentes no Brasil. No papel tudo fica bonito, colorido e atraente. Porém quando entramos na igreja, o que fazemos? Em geral, bem ou mal assistimos o culto. E depois saimos satisfeitos elogiando a mensagem e o pregador. As música cantadas foram agradáveis, melodiosas e terapêuticas. Pude rever muitos amigos e no final entrei na fila e cumprimentei o pastor. Estou satisfeito. Semana que vem tem mais.

É assim que acontece. Não preciso fazer mais nada, a tecnologia faz tudo por mim. Para que levar a Bíblia na igreja? Eu não vou ler, não vou pregar e se tiver que falar algumas palavras, falo de improviso. Cantar? Lá tem os cantores da igreja, os levitas, o grupo de louvor; eles cantam por mim. Vou apenas ouvir e depois bater palmas (se eles cantarem bem) e vou dizer que estou batendo palmas para Jesus. Afinal, hoje virou moda "dar uma salva de palmas para Jesus" – como se Ele estivesse interessado em nossos aplausos. E se eu não bater palmas, alguém vai perceber e até vai dizer que eu não gostei e sou um rebelde que nunca obedece ao pastor.

A nossa igreja é assim, e deverá sofrer ainda muitas mudanças com o passar do tempo, de acordo com as supostas necessidades. Estamos fazendo como o povo judeu que em certas ocasiões abandonava a forma de adorar a Deus e "inventava" a sua forma particular de culto. Criava regras, mudava a sua liturgia e imitava as nações vizinhas inclusive fazendo e adorando ídolos. O resultado dessa mudança todos nós sabemos – e a consequencia não era nada agradável. Eu sei que essas palavras aqui escritas provavelmente não vão surtir nenhum efeito e poderão até ser motivo de chacota, zombaria ou ironia, mas vejo como uma necessidade de alertar a todos, e a mim primeiramente. A Bíblia diz: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo que o homem semear, isso também ceifará". (Gálatas 6.7). Nunca é tarde para voltar ao primeiro amor.

Autor: Cícero Alvernaz
Fonte: [ Ultimato ]

23 de fevereiro de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

SÓ EM DEUS!

Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome… mas ninguém lhe dava nada (Lucas 15:14, 16).

Na conhecida parábola do filho pródigo, temos a ilustração de alguém que partiu para o mundo em busca de seu destino. Se aplicássemos essa parábola aos nossos dias, diríamos que ele era um jovem com recursos suficientes à sua disposição e que achava a casa de seus pais muito restritiva. O dinheiro que o jovem levara consigo só servira para satisfazer seus desejos, e ele sucumbira a uma vida dissoluta e imoral. Conseqüentemente seu dinheiro acabara, e ele se vira completamente desnorteado. As palavras “mas ninguém lhe dava nada” expressam sua solidão e desespero. O jovem estava arruinado de corpo e alma: isso era tudo o que ele havia conseguido.

Quantas vezes esta experiência tem-se repetido! A famosa estrela de cinema Rita Hayworth (1918—1987) disse a um jornal: “Quando jovem e linda, eu era uma deusa, uma rainha. Agora sou velha e feia; eles simplesmente me descartaram como um pedaço de papel.” O jornal comentou: “Ela foi a rainha de Hollywood. Agora perambula pelo jardim de seu bem mobiliado apartamento, amaldiçoa as árvores e fala com os arbustos como se fossem pessoas.”

Qualquer um que imagine que a realização de todos os seus desejos terrenos proporciona a felicidade, a satisfação final e mais íntima do coração humano, está cometendo um grande erro. O relato bíblico do filho pródigo nos ensina justamente o contrário. Aquele jovem não aprendeu o que era a felicidade até retornar ao lar paterno. Só podemos encontrar a verdadeira paz quando voltamos para o nosso Criador e achamos perdão, paz e alegria nos braços de Deus nosso Pai, cujo coração anseia por nos dar as boas vindas.

17 de fevereiro de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

A INCERTEZA DA VIDA

 

Leia Tiago 4:13-17

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Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. – Tiago 4:14

A certeza da vida, é a sua total incerteza. Como as Escrituras nos lembram, nós "não [sabemos] o que acontecerá amanhã" (Tiago 4:14). Larry Silverstein, agente de bens imobiliários, pode testemunhar da veracidade desse texto. Embora ele possuísse uma impressionante propriedade em Nova Iorque, ele estava, segundo o seu próprio testemunho, obcecado pelo desejo de acrescentar as Torres Gémeas do World Trade Center aos seus bens pessoais. O seu desejo tornou-se realidade. Seis semanas antes dos dois imponentes arranha-céus terem sido destruídos por terroristas ele tinha obtido um arrendamento de 99 anos, no valor de 3.2 bilhões de dólares, por esse majestoso centro.

Infelizmente, a realização dos nossos sonhos, pode às vezes tornar-se em pesadelos. Isto faz-nos lembrar não só da incerteza da vida, mas também da necessidade de alinharmos os nossos desejos com a vontade de Deus. A experiência ensina-nos, que se nós deixarmos a presunção tomar conta da nossa vida, a realização dos nossos próprios sonhos compulsivos pode tornar-se em pó e cinzas.

Existem desejos legítimos, mas o livro de Tiago diz-nos como devemos aproximá-los. Em vez de presumirmos que os nossos planos e sonhos serão realizados, deveríamos dizer: "Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tiago 4:15).

Quando submetemos os nossos planos à vontade de Deus, podemos gozar a Sua paz no meio da incerteza da vida.

Vernon Grounds

ESCREVE OS TEUS PLANOS A LÁPIS
E DEPOIS DÁ A BORRACHA A DEUS.

17 de fevereiro de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

RECOMPENSA PELO SOFRIMENTO

 

Leia Romanos 5:1-5

"Também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência." – Romanos 5:3

Um jovem Cristão chegou perto de um crente mais velho e fez-lhe este pedido: "O irmão pode orar comigo para que eu seja mais paciente?" Assim ambos se ajoelharam e o homem começou a orar: "Senhor, envia a este jovem uma tribulação pela manhã; dá-lhe tribulações pela tarde; envia-lhe -" Nesse mesmo momento o jovem crente interrompeu bruscamente: "Não, tribulação, não! Eu pedi paciência." "Eu sei," disse o sábio cristão, "mas é através da tribulação que aprendemos a paciência."

A palavra paciência na leitura da Bíblia de hoje pode significar a capacidade de permanecer firme debaixo de dificuldades sem nunca ceder. John A. Witmer escreveu: "Só um crente que tenha enfrentado angústia pode desenvolver firmeza. Que por sua vez desenvolve o caráter."

Quando o apóstolo Paulo disse aos cristãos em Roma que "a tribulação produz paciência" (Romanos 5:3), ele estava falando da experiência pessoal. Ele tinha sofrido tribulações, açoites, apedrejamentos, naufrágios, e perseguições. Contudo, ele permaneceu firme na sua fé e não diminuiu a sua responsabilidade de pregar o evangelho.

Se estiver enfrentando uma prova difícil, louve a Deus! Sob o Seu sábio controle, tudo o que nos acontece – quer seja aprazível ou doloroso – é projetado para desenvolver o caráter de Cristo. É por isso que podemos ter glória na tribulação.

Richard De Haan

AQUELE QUE ESPERA NO SENHOR NÃO SERÁ
ESMAGADO PELO PESO DA ADVERSIDADE.

13 de fevereiro de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

A CADA UM SEUS PRÓPRIOS PROBLEMAS?

 

Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais (Jeremias 29:11).

 

Um estudante não passa nas provas… Um empresário se vê obrigado a decretar falência… Um pai de família é vítima de um acidente de trabalho… Uma jovem se atira debaixo do trem… quem se importa? A cada dia acontecem tantos eventos de resultados mais ou menos graves! E nos acomodamos facilmente, porque não é possível colocar-nos realmente no lugar dos outros; então “a cada um seus próprios problemas”, não é verdade?

Contudo, e se fosse eu que estivesse só e desesperado? Se fosse eu que gritasse como o homem do qual fala o salmista: “Não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse” (Salmo 142:4). Ninguém!

Mas há uma esperança: a Bíblia nos diz que Deus, o grande Criador, está consciente de nossa existência e que Ele mesmo contou os cabelos de nossa cabeça. Além disso, Ele nos ama pessoalmente e quer Se revelar a cada um de nós!

Enquanto não nos preocupávamos com Deus, Ele, por sua vez, sempre se interessou por nós. Mostrou o quanto nos amava ao entregar Seu Filho Jesus Cristo para nos salvar de nossos pecados e nos garantir felicidade presente e futura.

Apropriemo-nos dessa extraordinária declaração da Escritura: O “Filho de Deus… me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:20). Experimente esse viver em Cristo!

13 de fevereiro de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

“DEUS NÃO COMETE ERROS”

 

Leia Romanos 12:14-21


Dr. Haddon Robinson

"Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." – Romanos 12:21

Alguns dias após ter chegado à residência universitária da Universidade A&M do Texas em 1984, Bruce Goodrich foi acordado às 2h da manhã. Os alunos finalistas tiraram-no para fora da cama para o iniciar no Corpo dos Cadetes do Exército, um tipo de programa de treino militar.

Bruce foi forçado a fazer exercícios e a correr vários quilómetros sob condições extremamente quentes e úmidas. Quando ele acabou caindo por terra, ordenaram-lhe que se levantasse e continuasse a correr. Ele desfaleceu novamente, entrou em coma, e morreu mais tarde naquele mesmo dia. Os estudantes que maltrataram a Bruce foram sujeitos a julgamento e foram acusados de lhe terem causado a morte.

O pai de Bruce escreveu uma carta à administração da faculdade e ao corpo de estudantes. Nessa carta ele não desculpava a cruel injustiça cometida contra o seu filho, mas escreveu:

"Gostaria de aproveitar esta oportunidade para expressar o apreço da minha família pela grande efusão de preocupação e consternação da parte da Universidade A&M do Texas e da comunidade perante a perda do nosso filho Bruce…. Não abrigamos qualquer ressentimento. … [Ele] está agora seguro no seu lar celestial. Quando se coloca a questão: ‘Porque é que isto aconteceu?’ talvez uma resposta seja: "Para que assim, muitos ponderem sobre o lugar onde passarão a eternidade."

Confiar na soberania de Deus pode transformar a indignação em compaixão e o ódio em preocupação. – Haddon Robinson

NENHUMA TRAGÉDIA ESCAPA À SOBERANIA DE DEUS

12 de fevereiro de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

CARTAS SEM PREÇO

 

Leitura: Efésios 3:1-12

"Ao lerem isso vocês poderão entender a minha compreensão do mistério de Cristo" – Efésios 3:4

Se você tiver uma carta de Mark Twain no seu sótão, ela pode valer muito dinheiro. Uma carta pessoal de 9 páginas, escrita à sua filha em 1875 foi vendida por 33.000 dólares em 1991. Correspondência corrente do autor de Tom Sawyer normalmente oscila entre $1.200 a $1.500 a página. Peritos afirmam que apesar de Twain ter escrito 50.000 cartas durante a sua vida, a procura destas notas pessoais, de um dos autores favoritos da América, permanece muito forte.

Provavelmente você não tem nenhuma correspondência de Mark Twain, mas é provável que possua uma coleção inestimável de cartas. Vinte e um dos 27 livros no Novo Testamento são cartas escritas para encorajar e instruir os crentes. Elas contêm a revelação inestimável de Jesus Cristo. Na sua carta aos Efésios, Paulo escreveu: "Como me foi este mistério manifestado pela revelação… do qual fui feito ministro" (3:3,7). Ele tinha recebido a mensagem de Deus e foi enviado a pregar a Palavra ao mundo (v.8). As cartas que temos hoje nas nossas mãos contêm a revelação especial de Deus para nós.

Para todo o cristão, o valor das cartas do Novo Testamento não é o seu valor em dinheiro, mas a sabedoria que elas trazem a um coração aberto – sabedoria do próprio Deus.

David McCasland

12 de fevereiro de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário

Pastores da telinha

Ana Paula Ramos

Rex Humbard

 

Pare e dê uma olhada na sociedade brasileira dos anos 70 até nossos dias. Veja as conseqüências do que se pode chamar de modernização e não esqueça de suas bases capitalistas. Constate suas transformações e como elas afetaram diretamente a forma de discurso das igrejas.

A modernização trouxe alguns questionamentos para as igrejas em nível ideológico, como seu desempenho na sociedade moderna. Realmente, frente a tantas mudanças, o trabalho das denominações religiosas com a nova sociedade massificada tornou-se praticamente nulo. O que quase obrigou a igreja a repensar sua forma de abordagem e renovar algumas peculiaridades para não perder seus fiéis.

Segundo Felix Wilfred, em artigo para a Revista Internacional de Teologia, as religiões em fase da globalização teriam que passar por uma metamorfose. Noutras palavras, transformar-se numa religião com embalagem atraente para ser acoplada pela aldeia global.

Além das mudanças, surge a competição ideológica. As igrejas não enfrentam apenas a sociedade moderna, mas a indústria cultural. A força desta indústria só tem aumentado se tornando uma briga desleal para igreja. É a mídia que passa a definir os padrões éticos da sociedade. Exatamente a área de atuação da igreja.

O ditado "se não pode com ele, junte-se a ele" surgiu como uma alternativa; e assim se fez. E eis que para igreja tudo pareceu muito bom. Cunhou-se assim o nostálgico termo "igreja eletrônica", que compreende a explosão dos programas religiosos, em especial evangélicos.

Vale lembrar que a televisão brasileira começou com um padre, o Frei Mojica. Este surgiu no vídeo cantando seus antigos sucessos, na primeira transmissão da TV Tupi de São Paulo, em julho de 1950.

Uma década à frente, figuras de televangelistas, como Rex Humbard, Jimmy Swaggart, Pat Robertson e Benhard Johnson se tornaram "parte da família" de milhares de lares brasileiros. Os programas eram transmitidos geralmente aos sábados ou domingos pela manhã, campeões de audiência entre o público cristão. Suas características? Carisma, eloqüência, emoção. Enfim, comunicadores em potencial.

Nos Estados Unidos, a igreja eletrônica ganhou força na década de 60, no meio da tensão e confusão social causada pela Guerra do Vietnã. Geralmente as igrejas ficavam repletas depois de abalos como este. As pessoas buscavam paz e segurança em Deus. Essa explosão foi reflexo da insegurança da época, como ocorreu após o atentado terrorista de 11 de setembro.

Com a onda de religiosidade e misticismo exacerbada, os pastores perceberam que a TV era uma forma eficaz para alcançar maior número de pessoas. A pregação passaria a ser em larga escala, alcançando mais resultados que os cultos. Com todo o clima a favor das igrejas, a idéia rapidamente se alastrou pelos Estados Unidos e por todo o mundo, até chegarem ao Brasil.

 

O pioneiro
Rex Humbard O pastor Rex Humbard era mais que um pastor, um gênio de acordo com Carlos Cabral, em artigo para a revista eletrônica Telecentro. Conseguia reunir multidões nos estádios e auditórios. Sua função era pregar, gritar, chorar e arrecadar dinheiro, é claro.

Humbard foi o primeiro a deixar sua marca na TV brasileira. Sua pregação era conservadora e seu discurso baseado nos valores familiares. Como testemunho, sua família também participava dos programas. Maudee Aimee, seus dez filhos e dezenas de netos, todos em trajes comportados, cantavam hinos com o pregador.

Seu apogeu foi marcado em 1982 quando colocou 180 mil pessoas dentro do Maracanã, no Rio. Rex Humbard também ficou famoso por ter sido o pastor de Elvis Presley em seus últimos anos de vida e juntamente com o reverendo C. W. Bedley dirigiu a cerimônia fúnebre do cantor.

Foi Humbard que trouxe a benção do copo d’água a distância. Usada até hoje num dos programas da Record, em que um pastor abençoa o copo com água de todos os telespectadores. Ele começou sua carreira na Tupi, mas com o fechamento da TV outros canais começaram a transmitir seus programas.

 

Digno de Hollywood
Jimmy Swaggart Com o tempo, apareceram alguns sucessores. Surgia no vídeo de outras emissoras mais um pastor. O principal dele era Jimmy Swaggart, o showman da fé. Ele viajava o mundo fazendo seus milagres.

Com seu um metro e oitenta, cabelos louros e pelo jeito bem "enxuto" como diriam algumas fiéis – ou fãs, como queira -, Swaggart também conquistou multidões com seu talento. Além de pregar, ele cantava, chorava, gesticulava e fazia suas interpretações diante das câmeras. Quando Swaggart esteve no Maracanã, em 1987, teve direito a limusine, batedores, camarim, plumas e paetês. Um verdadeiro astro hollywoodiano.

Ele era pastor da Assembléia de Deus em Baton Rouge, Chicago. Sua pregação, carregada de apelo emocional, transmitia a ideologia norte-americana. Além de pregar contra o comunismo, Swaggart financiou a campanha contra o governo sandinista da Nicarágua.

Houve até comentários que ele seria o sucessor natural de outra figura do televangelismo, o pastor batista Billy Graham, que viajou o mundo fazendo seus programas religiosos e se consagrando uma mega-estrela deste segmento.

 

Escândalos
Em 1981, surgia Roberto Lemgruber. Na verdade, ela era mais milagreiro que pregador. Curava cegos, surdos e mudos e aumentava audiência do programa O Povo na TV, no então recém-nascido SBT. Até que alguém descobriu o farsante. Suas curas não eram verdadeiras. Lemgruber fez seu último "milagre" e desapareceu.

Com o passar do tempo, escândalos como este foram surgindo. Além das farsas, problemas financeiros e morais marcaram o fim da igreja eletrônica. Ao contrário de Billy Graham, que manteve sua integridade pessoal, Jimmy Swaggart se envolveu em um escândalo sexual de repercussão mundial. Depois de comprar briga com o pastor Bakker, acabou pagando o preço. O pastor flagrou Swaggart entrando num motel com diversas prostitutas. Diante da cena, ele só teve o trabalho de confessar. O programa logo saiu do ar no Brasil. Este foi só um dos casos.

Mesmo que a igreja eletrônica da década de 60 e 70 tenha desaparecido, ela foi a grande propulsora dos programas evangélicos que invadem a TV atualmente. O televangelismo deste pastores foi também precursor do surgimento de uma igreja que em 1977 surgiu para revolucionar tudo o que existia na TV.

Começando no subúrbio do Rio, o famoso bispo Edir Macedo Bezerra passou a ocupar os horários das rádios e televisores do País. Algum tempo depois, a Igreja Universal do Reino de Deus comprou um canal na TV aberta e passou a concorrer com as grandes emissoras.

Assim, a religião se tornou parte da indústria cultural. Uma coisa é certa: quanto mais sentidos são estimulados numa pessoa, menos eficaz é a mensagem. A TV, em certo sentido, atinge todos. A mensagem é tão mastigada e pronta que não permite uma mínima reflexão. Assim, as igrejas começaram a trabalhar como uma empresa. É como a indústria cultural faz da cultura, um bem que se vende para a obtenção de lucro.

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Os dados históricos desse artigo basearam-se na reportagem "Você se lembra deles?", da revista Eclésia (março/03), na matéria "Erguei as mãos", da revista eletrônica Telecentro, e no artigo "Os discursos alternativos", de Luiz Roberto Benedetti, na revista Comunicarte

6 de fevereiro de 2010 Posted by | REFLEXÃO | Deixe um comentário