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Os restos mortais do Fome Zero se espalham pela cidade onde nasceu

Direto ao Ponto por Augusto Nunes – Veja Online

 

Memorial do Fome Zero (foto: André Pessoa)

Concebido pelo presidente Lula, o Programa Fome Zero nasceu em 3 de fevereiro de 2003 num palanque armado na única praça de Guaribas, interior do Piauí. Morreu dois anos depois sem ter saído do berço, mas nunca teve sepultamento cristão. Ninguém providenciou o velório, o atestado de óbito não foi expedido. Só existe a certidão de batismo, assinada pelo governador Wellington Dias e por quatro ministros que, na grande festa promovida há sete anos e meio, enxergaram no recém-nascido a cara do Brasil-Maravilha inventado pelo maior goverrnante de todos os tempos.

Depois da discurseira do governador, depois do falatório dos ministros Ciro Gomes (Integração Nacional), Benedita da Silva (Assistência e Promoção Social), José Graziano (Segurança Alimentar) e Olívio Dutra (Cidades), os quase 5 mil habitantes souberam como seria, no máximo até dezembro de 2006, a vida de quem tivera a sorte de vir ao mundo no lugarejo promovido por Lula a Capital do Fome Zero. Um vidaço de Primeiro Mundo.

A cidade seria premiada com médicos, um hospital, postos de saúde, uma farmácia, escolas, esgoto, água, luz, telefone, calçamento, um hotel, uma estrada asfaltada de 53 quilômetros, um programa de fortalecimento da agricultura familiar, outro de capacitação profissional. Quem não ganhasse dinheiro no campo prosperaria na cidade como artesão ou costureira. Uma empresa do governo, Emgerpi, cuidaria exclusivamente do mundaréu de canteiros de obras. E administraria com especial carinho p Memorial do Fome Zero, colosso arquitetônico destinado a eternizar a lembrança do dia em que tudo mudou.

As coisas se arrastaram até 2005, quando o governo federal descobriu que o Bolsa-Família rendia muito mais votos, matou o Fome Zero de inanição e tentou sumir com o corpo. Não conseguiu, constatou em julho a repórter Sandra Martins, do jornal Tribuna do Piauí. A jornalista descobriu que os restos mortais da fantasia eleitoreira se espalham pela cidade iludida. E transformaram Guaribas numa prova contundente de que a visão do Brasil real é obscurecida por um país do faz-de-conta que só existe na propaganda oficial.

Passados sete anos e meio, há em Guaribas as três escolas que já existiam, um posto de saúde, um médico, nenhum hospital, três enfermeiros, nenhuma farmácia, cinco telefones públicos, uma lanchonete, uma mercearia, uma agência do Bradesco. As calçadas são contadas em metros, as ruas continuam sem pavimentação, só existe água em poucas casas, falta energia elétrica, e centenas de fossas denunciam a inexistência de tratamento de esgoto no aglomerado de 942 residências, incluídos os casebres miseráveis que o governador e os ministros prometeram erradicar.

O programa de capacitação profissional parou nas máquinas de costura que enferrujam perto da praça. A agricultura familiar nunca desceu do palanque: neste ano, a safra se resumiu a um punhado de sacos de milho. A estrada não foi pavimentada. A construção do memorial ficou no esqueleto. Esquecido pelo PAC, que entre o que não vai construir incluiu até um trem-bala, o monumento virou ruína sem ter sido inaugurado.

Como as 805 bolsas-família são insuficientes, muitos moradores engrossaram a diáspora dos nordestinos. “A população diminuiu, as pessoas estão indo embora em busca de trabalho”, lamenta o secretário de Administração da prefeitura, Edmilson Pereira Maia, que atribui o fiasco do Fome Zero ao descaso do governo federal. “Eles montaram aqui uma administração paralela e depois abandonaram tudo”, informa. O escritório ocupado pela Emgerpi está com as portas lacradas há mais de ano. O dono do imóvel, Manoel Gomes, avisa que só vai devolver a mobília e os objetos que reteve quando receber o aluguel atrasado.

Lula prometeu visitar Guaribas duas vezes. Nunca deu as caras por lá, mas importou alguns moradores para uma audiência em Brasília. Carmelita Rocha, 70 anos, uma das integrantes da comitiva, jamais soube exatamente o que foi fazer na capital, mas garante que ali viveu os melhores momentos da vida. Comeu bem, dormiu num quarto de hotel, passeou em carros de luxo. As coisas hoje ficaram muito piores.

Viúva há três meses, sustenta a própria família e a da irmã, que também enviuvou recentemente, com os R$ 400 da aposentadoria que herdou do marido, enterrado na cova rasa com o corpo envolvo numa rede. “Compro um saco de arroz, café, açúcar, massa de milho, sabão e só”, diz Carmelita. “Não estamos passando fome rachada, mas são vários dias que não temos o que comer”. Ela recorda nitidamente do comício que lhe prometeu três refeições por dia. Se conseguisse uma, Carmelita ficaria muito feliz.

Carmelita Rocha (foto: André Pessoa)

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14 de agosto de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

Vejam como está a rodovia que Lula prometeu em 2003 à capital do Fome Zero

Direto ao Ponto Por Augusto Nunes – Veja Online 

 

Foto: André Pessoa

Em 3 de fevereiro de 2003, liderada pelo governador Wellington Dias, a comitiva encorpada por cinco ministros e dezenas de pais da pátria baixou em Guaribas, no interior do Piauí, para a festa de lançamento do Programa Fome Zero. Concebido pelo governo Lula, o programa garantiria três refeições por dia e uma vida de Primeiro Mundo aos 200 milhões de brasileiros ─ começando pela cidade de 5 mil habitantes oficialmente promovida a Capital do Fome Zero.

Três horas de discurseira celebraram as providências que haveriam de conferir feições europeias ao lugarejo distante de Teresina mais de 600 quilômetros. “Vamos começar pelo asfaltamento da estrada”, prometeu em nome do presidente Lula o governador piauiense, sob os sorrisos aprovadores dos figurões federais e a felicidade geral da população: nada merecia mais urgência que a pavimentação dos 54 quilômetros de terra que ligavam (ou separavam) Guaribas de Caracol, o município mais próximo.

O presidente Lula exigira o asfalto, explicou Wellington Dias, porque fazia questão de aparecer por lá de carro, não a bordo de helicópteros. Em novembro de 2009, os moradores de Guaribas foram informados de que o chefe de governo enfim daria as caras na capital que nunca visitou. O comício foi cancelado quando Lula soube que não havia nada a inaugurar. Nem havia estrada asfaltada.

As promessas nunca saíram do papel. A construção do Memorial Fome Zero, iniciada em 2003, foi interrompida no ano seguinte. Ao virar ruína antes de existir, o memorial transformou-se num monumento à fantasia irresponsável. Passados sete anos e meio, a foto mostra como está a rodovia que leva à capital do Brasil do faz-de-conta que Lula inventou e Dilma Rousseff finge que enxerga.

14 de agosto de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

Radares – as principais obras da prefeitura de Coronel Fabriciano

 

 

“Sou a favor de radares até escondido atras de árvores.”

Chico Simões, prefeito de Coronel Fabriciano em entrevista ao jornal PLOX.

 

 

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Clique no link abaixo e veja a entrevista do prefeito Chico Simões, onde ele diz que é a favor de radares escondidos atras de árvores.

http://www.plox.com.br/caderno/pol%C3%ADtica-e-economia/prefeito-de-fabriciano-defende-o-uso-de-%E2%80%9Cradar-pardal%E2%80%9D

Em entrevista coletiva na tarde dessa sexta-feira (14) , em seu gabinete, o prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões (PT)), defendeu novamente o uso de radares escondidos, conhecidos como “pardais”. Simões convocou a imprensa para falar das mudanças que estão sendo feitas no transito da cidade, e disse que primeiramente e preciso dar condições e educação para que as pessoas lidem bem com a segurança no transito, mas que após isso vem as aplicações de multas para os infratores. “Defendo o uso de radares móveis, os tais “pardais” e não tenho nenhum prurido quanto a isso. E se falarem que vou perder votos por esta afirmação, eu digo: prefiro perder um voto do que perder uma vida”, afirmou.

Chico Simões esclareceu que os radares da cidade obedecerão às normas impostas pela legislação. “EU faço o que a lei manda, então seguirei as normas de colocação dos redutores de velocidade”. O prefeito disse que na opinião dele, não deveriam ter avisos da presença de radares, pois as placas de sinalização de velocidade já seriam o bastante para que os motoristas não ultrapassassem a velocidade máxima permitida. “Deveria ter um placa assim: nesta cidade a velocidade máxima permitida é X, e quem desobedecesse seria multado e pronto”, afirmou.

Simões afirmou que várias mudanças serão implementadas nas vias da cidade, visando maior fluência do transito, mas principalmente a segurança dos mais fracos, os pedestres.

Da redação do Plox

24 de maio de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

Hoy Bolívia – “Lula diz que a escolha de Dilma foi errada mas que agora é tarde para mudar”

 

  Clique na imagem ou no link abaixo para ver a notícia na fonte

 

http://www.hoybolivia.com/Noticia.php?IdNoticia=33602

"El gran hipócrita soltó la lengua"
==

O que pensam de Lula e Dilma por aí.

Atualizando: está traduzido da melhor forma possível.

Em entrevista ao El Pais, em Espanha, Lula da Silva mostrou algumas das manobras políticas que o fizeram bem sucedido.Como primeira revelação, ele disse que mirou o capitalismo para poder caminhar para o socialismo.

Grande novidade! Como se ninguém tivesse notado. Primeiro faz com que o cidadão invista no seu país, para em seguida lhe bater a carteira. Esta é a fórmula progressista. Faltou-lhe decência para admitir que só foram criados 14 milhões de empregos no país porque não meteu-se e não interferiu nos negócios. O progresso comprovou que a liberdade econômica é a grande geradora de riqueza. No entanto, não consegue aceitar que o capitalismo é o sistema perfeito para o desenvolvimento, devendo permanecer intocável.

A ambição do governo totalitário que tem os socialistas faz com que uma vez que foi gerada riqueza, esta tem que ser retirada de quem a produziu, para manter os subsídios populistas. Esclareceu que o seu relacionamento com a Igreja e os padres promulgadores da teologia da libertação foi a sua base de apoio para atingir as massas. Da Silva, o comunista, ateu, marxista, usou os padres para obter popularidade. Para ser falso, oportunista e sem-vergonha, não há nada como a manipulação política da palavra divina. Ele disse que trata com respeito todas as religiões, porque o Brasil é um país laico.

Sua relação cada vez mais estreita com os muçulmanos fanáticos é provavelmente parte deste seu respeito sem preferências. Ele disse que como presidente é um cidadão "multi-ideológico", que fica bem com esquerda e direita por conveniência. Agora que deixa o governo soltou a língua e admitiu que seu jogo foi por conveniência. Decidiu mostrar franqueza ou foi um ato falho?

Entre suas declarações disse: "Ganhe quem ganhar, ninguém vai fazer nenhuma bobagem, as pessoas querem seguir andando e não retroceder. Mas deixe-me dizer que eu não vejo a possibilidade de perder a eleição." Caminhando para onde Sr. Lula? Até o capitalismo que sustentou por conveniência ou para o socialismo que daria o poder absoluto ao seu partido e à sua ministra? Se ele diz que o PT não pode perder nas eleições, é porque a fraude e a corrupção estão a caminho. Não disse que seu partido vai ganhar, o que seria a expressão lógica de um presidente que sai, com tamanha popularidade.

Ele desconfia de Rousseff, sabe que a escolha da candidata foi errada, mas agora é tarde demais para mudar a égua. Na mais embaraçosa de suas respostas, disse: "Precisamos de uma adequada força armada para garantir a segurança das pessoas, mantendo uma política de defesa respeitável. Nós não vamos invadir qualquer país, mas nós não queremos que nos invadam." Quem é que vai invadir o Brasil, Sr. Lula? A Bolívia, o Uruguai? Olho vivo com Paraguai e a Guiana! Cuidado! Que grande complô ou grande mentira, entre todas as que teceu ao longo dos anos, está por trás de tal argumento? Qual é o programa militar que pretende desenvolver com o Irã e a Rússia? Sua aproximação com Medvedev e Ahmadinejad escondem as mais obscuras alianças que estão sendo desenvolvidas na América do Sul, sem que ninguém diga uma só palavra sobre isso em qualquer lugar do mundo. Um Brasil socialista é um perigo mortal para a América Latina. O risco não é só para os seus vizinhos, mas para os brasileiros, que investiram tudo em seu país, confiantes no capitalismo "temporário", que o hipócrita Lula da Silva apoiou.

www.josebrechner.com

23 de maio de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

Governo infla dados e erra mapa em anúncio

 

Propaganda apresenta como novas escolas técnicas antigas ou que ainda estão em construção e se equivoca em localização de cidades.

Planalto inclui obra que foi inaugurada por JK em 1958 como se fosse de Lula; ofensiva publicitária custou R$ 60 mi em ano eleitoral.

A pressa para divulgar ações em ano eleitoral levou o governo a inflar estatísticas e tropeçar na geografia, em campanha publicitária de R$ 60 milhões paga pela Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República.

A propaganda oficial atribui ao governo Lula a inauguração de escolas técnicas federais criadas muito antes da posse do presidente, em 2003. Além disso, usa mapas com indicações trocadas -no do Estado de São Paulo, por exemplo, há cidades indicadas a cerca de 400 quilômetros do local correto.

Os erros estão espalhados em anúncios de meia página publicados anteontem nos principais jornais do país, inclusive na Folha. As peças foram regionalizadas para divulgar obras em cada um dos 26 Estados e no Distrito Federal.

O material apresenta como novas escolas técnicas abertas em governos anteriores ou que ainda estão em construção. O anúncio publicado nos jornais de Brasília, por exemplo, traz um mapa com cinco unidades assinaladas. Quatro não existem e uma foi inaugurada em 1958, pelo então presidente Juscelino Kubitschek.

Abaixo do mapa, um texto de apoio informa que a Escola Técnica de Planaltina "já prepara jovens para o mercado de trabalho". Como a unidade existe desde 1958, os primeiros jovens formados já devem ter celebrado os 70 anos de idade.

O Planalto é reincidente no erro. Em fevereiro do ano passado, quando Lula reabriu a escola, o material de divulgação omitia tratar-se de uma obra de JK, como o presidente reconheceu no discurso.

Sobre as escolas em construção, o texto diz que serão abertas "até o final da expansão da rede", sem indicar data. No mapa, não há qualquer observação de que elas ainda não existem.

O problema se repete no anúncio dos jornais cariocas. Lá, aparece como nova a unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica em Maria da Graça, no subúrbio do Rio. O site do Cefet informa que ele existe desde 1997 e foi apenas transformado em "unidade descentralizada" em 2006.

Além de inflar dados, os mapas erram a localização de cidades e confundem bairros com municípios. No de São Paulo, Campinas virou um pontinho no norte do Estado. Caraguatatuba, cujo nome oficial contém "Estância Balneária", foi "promovida" do litoral para o topo da Serra do Mar. No mapa do Rio, bairros como Realengo foram sinalizados com o padrão gráfico de cidades.

(Bernardo Melo Franco – Folha de São Paulo)

8 de maio de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

Fim do fator previdenciário: veja como os deputados votaram

 

Rodolfo Torres

Por 323 votos a favor, 80 contra e duas abstenções, a Câmara acaba de derrubar o fator previdenciário (índice que funciona como redutor das aposentadorias) a partir de 1° de janeiro de 2011. Assim, a Casa concluiu a votação da Medida Provisória 475/09, que reajusta as aposentadorias acima de um salário mínimo. A matéria ainda será analisada no Senado.

Veja como os deputados votaram sobre o fim do fator

Acre (AC)

Fernando Melo  PT  NÃO

Flaviano Melo  PMDB   Sim

Henrique Afonso  PV  Sim

Ilderlei Cordeiro  PPS  Sim

Nilson Mourão  PT  NÃO

Sergio Petecão  PMN    Sim

Total Acre: 6  

Alagoas (AL)

Antonio Carlos Chamariz  PTB  Sim

Augusto Farias  PTB  Sim

Benedito de Lira  PP  Sim

Carlos Alberto Canuto  PSC  Sim

Francisco Tenorio  PMN  Sim

Joaquim Beltrão  PMDB  Sim

Maurício Quintella Lessa  PR  Sim

Total Alagoas: 7  

Amapá (AP)

Dalva Figueiredo  PT  NÃO

Davi Alcolumbre  DEM  Sim

Evandro Milhomen  PCdoB   Sim

Fátima Pelaes  PMDB   Sim

Janete Capiberibe  PSB   Sim

Sebastião Bala Rocha  PDT   Sim

Total Amapá: 6  

Amazonas (AM)

Francisco Praciano  PT  Sim

Lupércio Ramos  PMDB  Sim

Marcelo Serafim  PSB  Sim

Rebecca Garcia  PP  Sim

Sabino Castelo Branco  PTB  Sim

Silas Câmara  PSC  Sim

Vanessa Grazziotin  PCdoB  Sim

Total Amazonas: 7  

Bahia (BA)

Alice Portugal  PCdoB Sim

Antonio Carlos Magalhães Neto  DEM  Art. 17

Claudio Cajado  DEM  Sim

Colbert Martins  PMDB  Sim

Daniel Almeida  PCdoB   Sim

Edson Duarte  PV  Sim

Fábio Souto  DEM  Sim

Félix Mendonça  DEM  NÃO

Geddel Vieira Lima  PMDB  NÃO

Geraldo Simões  PT  NÃO

João Almeida  PSDB  NÃO

Jorge Khoury  DEM  Sim

José Carlos Aleluia  DEM  Sim

José Carlos Araújo  PDT  Sim

José Rocha  PR  NÃO

Jutahy Junior  PSDB  NÃO

Lídice da Mata  PSB   Sim

Luiz Bassuma  PV  Sim

Luiz Carreira  DEM  Sim

Márcio Marinho  PRB Sim

Marcos Medrado  PDT  Sim

Maurício Trindade  PR  NÃO

Nelson Pellegrino  PT  NÃO

Paulo Magalhães  DEM  Sim

Roberto Britto  PP  Sim

Sérgio Barradas Carneiro  PT  Sim

Sérgio Brito  PSC  Sim

Tonha Magalhães  PR  NÃO

Uldurico Pinto  PHS  Sim

Veloso  PMDB  PmdbPtc  Sim

Walter Pinheiro  PT  NÃO

Zezéu Ribeiro  PT  NÃO

Total Bahia: 32  

Ceará (CE)

Ariosto Holanda  PSB  Sim

Arnon Bezerra  PTB  Sim

Chico Lopes  PCdoB   Sim

Eugênio Rabelo  PP  NÃO

Flávio Bezerra  PRB  Sim

Gorete Pereira  PR  Sim

José Guimarães  PT  NÃO

José Linhares  PP  Sim

José Pimentel  PT  NÃO

Leo Alcântara  PR  Sim

Manoel Salviano  PSDB  Sim

Marcelo Teixeira  PR  Sim

Mauro Benevides  PMDB  Sim

Paulo Henrique Lustosa  PMDB  NÃO

Raimundo Gomes de Matos  PSDB  Sim

Vicente Arruda  PR  Sim

Total Ceará: 16  

Distrito Federal (DF)

Alberto Fraga  DEM  Sim

Augusto Carvalho  PPS  Sim

Jofran Frejat  PR   Sim

Laerte Bessa  PSC   Sim

Magela  PT  NÃO

Rodrigo Rollemberg  PSB  Sim

Tadeu Filippelli  PMDB   Sim

Total Distrito Federal: 7  

Espírito Santo (ES)

Capitão Assumção  PSB  Sim

Iriny Lopes  PT    NÃO

Jurandy Loureiro  PSC  Sim

Lelo Coimbra  PMDB  Sim

Luiz Paulo Vellozo Lucas  PSDB  Sim

Manato  PDT  Sim

Rita Camata  PSDB  Sim

Rose de Freitas  PMDB Sim

Sueli Vidigal  PDT  Sim

Total Espírito Santo: 9  

Goiás (GO)

Íris de Araújo  PMDB Sim

João Campos  PSDB   Sim

Jovair Arantes  PTB  Obstrução

Leonardo Vilela  PSDB  Sim

Luiz Bittencourt  PMDB  NÃO

Marcelo Melo  PMDB  Sim

Pedro Chaves  PMDB   NÃO

Pedro Wilson  PT  Sim

Roberto Balestra  PP  Sim

Ronaldo Caiado  DEM  Sim

Rubens Otoni  PT   NÃO

Sandro Mabel  PR   NÃO

Total Goiás: 12  

Maranhão (MA)

Carlos Brandão  PSDB  NÃO

Cleber Verde  PRB  Sim

Clóvis Fecury  DEM  Sim

Davi Alves Silva Júnior  PR  NÃO

Domingos Dutra  PT  NÃO

Flávio Dino  PCdoB   Sim

Pedro Fernandes  PTB  Sim

Sarney Filho  PV  NÃO

Total Maranhão: 8  

Mato Grosso (MT)

Carlos Abicalil  PT  NÃO

Chico Daltro  PP  Sim

Eliene Lima  PP  Sim

Valtenir Pereira  PSB Sim

Wellington Fagundes  PR  Sim

Total Mato Grosso: 5  

Mato Grosso do Sul (MS)

Antônio Carlos Biffi  PT Sim

Antonio Cruz  PP   NÃO

Dagoberto  PDT  Sim

Geraldo Resende  PMDB  Sim

Marçal Filho  PMDB Sim

Nelson Trad  PMDB Sim

Vander Loubet  PT  NÃO

Waldemir Moka  PMDB Sim

Total Mato Grosso do Sul: 8  

Minas Gerais (MG)

Ademir Camilo  PDT  Sim

Antônio Andrade  PMDB  Sim

Antônio Roberto  PV  Sim

Aracely de Paula  PR  Sim

Bilac Pinto  PR  Sim

Bonifácio de Andrada  PSDB  Sim

Carlos Melles  DEM  Sim

Carlos Willian  PTC   Sim

Ciro Pedrosa  PV  Sim

Edmar Moreira  PR  Sim

Eduardo Barbosa  PSDB  Sim

Elismar Prado  PT  Sim

Fábio Ramalho  PV  Sim

George Hilton  PRB  Sim

Geraldo Thadeu  PPS  Sim

Gilmar Machado  PT  NÃO

Humberto Souto  PPS  Sim

Jaime Martins  PR  Sim

Jairo Ataide  DEM  Sim

Jô Moraes  PCdoB  Sim

João Bittar  DEM  Sim

João Magalhães  PMDB NÃO

José Fernando Aparecido de Oliveira  PV  Sim

Júlio Delgado  PSB  Sim

Leonardo Monteiro  PT  Sim

Leonardo Quintão  PMDB Sim

Lincoln Portela  PR  Sim

Luiz Fernando Faria  PP  Sim

Márcio Reinaldo Moreira  PP  Sim

Marcos Montes  DEM  Sim

Maria Lúcia Cardoso  PMDB  Sim

Mário de Oliveira  PSC  Sim

Mário Heringer  PDT  Sim

Mauro Lopes  PMDB  Sim

Miguel Corrêa  PT  Sim

Miguel Martini  PHS  Sim

Odair Cunha  PT  NÃO

Paulo Abi-Ackel  PSDB  Sim

Paulo Delgado  PT  Abstenção

Paulo Piau  PMDB  Sim

Rafael Guerra  PSDB  Sim

Reginaldo Lopes  PT  Sim

Rodrigo de Castro  PSDB  Sim

Saraiva Felipe  PMDB   Sim

Silas Brasileiro  PMDB  Abstenção

Virgílio Guimarães  PT  NÃO

Vitor Penido  DEM  Sim

Total Minas Gerais: 47  

Pará (PA)

Asdrubal Bentes  PMDB  Sim

Bel Mesquita  PMDB   Sim

Beto Faro  PT   NÃO

Elcione Barbalho  PMDB  Sim

Gerson Peres  PP  Sim

Giovanni Queiroz  PDT  Sim

Jader Barbalho  PMDB  Sim

Lira Maia  DEM  Sim

Lúcio Vale  PR  NÃO

Nilson Pinto  PSDB   Sim

Paulo Rocha  PT   NÃO

Vic Pires Franco  DEM   Sim

Wandenkolk Gonçalves  PSDB   Sim

Wladimir Costa  PMDB  Sim

Zé Geraldo  PT   NÃO

Zenaldo Coutinho  PSDB   Sim

Total Pará: 16  

Paraná (PR)

Abelardo Lupion  DEM  Sim

Alceni Guerra  DEM   Sim

Alex Canziani  PTB  Sim

Andre Vargas  PT  NÃO

Assis do Couto  PT  NÃO

Cassio Taniguchi  DEM  Sim

Cezar Silvestri  PPS  Sim

Chico da Princesa  PR   Sim

Dilceu Sperafico  PP  Sim

Dr. Rosinha  PT  NÃO

Eduardo Sciarra  DEM  Sim

Giacobo  PR  Sim

Gustavo Fruet  PSDB  Sim

Hermes Parcianello  PMDB  Sim

Luiz Carlos Hauly  PSDB  Sim

Luiz Carlos Setim  DEM  Sim

Marcelo Almeida  PMDB NÃO

Moacir Micheletto  PMDB   Sim

Odílio Balbinotti  PMDB   NÃO

Osmar Serraglio  PMDB  NÃO

Ratinho Junior  PSC   Sim

Reinhold Stephanes  PMDB  Sim

Ricardo Barros  PP  Sim

Rodrigo Rocha Loures  PMDB  Sim

Takayama  PSC  Sim

Wilson Picler  PDT  Sim

Total Paraná: 26  

Paraíba (PB)

Armando Abílio  PTB  Sim

Efraim Filho  DEM  Sim

Luiz Couto  PT  NÃO

Major Fábio  DEM  Sim

Manoel Junior  PMDB   Sim

Rômulo Gouveia  PSDB  Sim

Vital do Rêgo Filho  PMDB  Sim

Wilson Braga  PMDB   NÃO

Wilson Santiago  PMDB   Sim

Total Paraíba: 9  

Pernambuco (PE)

Ana Arraes  PSB   Sim

André de Paula  DEM  Sim

Armando Monteiro  PTB  NÃO

Carlos Eduardo Cadoca  PSC  Sim

Charles Lucena  PTB  Sim

Edgar Moury  PMDB  NÃO

Eduardo da Fonte  PP  Sim

Fernando Coelho Filho  PSB   Sim

Fernando Nascimento  PT  Sim

José Chaves  PTB  Sim

José Mendonça Bezerra  DEM  Sim

Maurício Rands  PT  Sim

Paulo Rubem Santiago  PDT  Sim

Raul Henry  PMDB  Sim

Raul Jungmann  PPS  Sim

Wolney Queiroz  PDT  Sim

Total Pernambuco: 16  

Piauí (PI)

Antonio José Medeiros  PT  NÃO

Átila Lira  PSB   Sim

Ciro Nogueira  PP  NÃO

José Maia Filho  DEM  Sim

Júlio Cesar  DEM  Sim

Marcelo Castro  PMDB   Sim

Nazareno Fonteles  PT  NÃO

Paes Landim  PTB  NÃO

Total Piauí: 8  

Rio de Janeiro (RJ)

Alexandre Cardoso  PSB   Sim

Andreia Zito  PSDB  Sim

Arnaldo Vianna  PDT  Sim

Arolde de Oliveira  DEM  Sim

Bernardo Ariston  PMDB   Sim

Brizola Neto  PDT  Sim

Carlos Santana  PT  Sim

Chico Alencar  PSOL  Sim

Chico DAngelo  PT  Sim

Cida Diogo  PT  Sim

Deley  PSC  Sim

Dr. Paulo César  PR  Sim

Edmilson Valentim  PCdoB  Sim

Edson Ezequiel  PMDB   Sim

Edson Santos  PT  NÃO

Eduardo Cunha  PMDB NÃO

Fernando Gabeira  PV  Sim

Fernando Gonçalves  PTB  Sim

Fernando Lopes  PMDB  Sim

Filipe Pereira  PSC  Sim

Geraldo Pudim  PR  Sim

Hugo Leal  PSC  Sim

Indio da Costa  DEM  Sim

Jair Bolsonaro  PP  Sim

Jorge Bittar  PT  Sim

Leandro Sampaio  PPS  Sim

Léo Vivas  PRB  Sim

Leonardo Picciani  PMDB  Sim

Luiz Sérgio  PT  NÃO

Marcelo Itagiba  PSDB  Sim

Miro Teixeira  PDT  Sim

Neilton Mulim  PR  NÃO

Otavio Leite  PSDB  Sim

Rodrigo Maia  DEM  Sim

Silvio Lopes  PSDB  Sim

Simão Sessim  PP  Sim

Solange Almeida  PMDB  Sim

Solange Amaral  DEM  Sim

Suely  PR  NÃO

Vinicius Carvalho  PTdoB  Sim

Total Rio de Janeiro: 40  

Rio Grande do Norte (RN)

Betinho Rosado  DEM  Sim

Fábio Faria  PMN  Sim

Felipe Maia  DEM  Sim

Henrique Eduardo Alves  PMDB   NÃO

Rogério Marinho  PSDB  Sim

Sandra Rosado  PSB   Sim

Total Rio Grande do Norte: 6 

Rio Grande do Sul (RS)

Afonso Hamm  PP  Sim

Beto Albuquerque  PSB  Sim

Darcísio Perondi  PMDB Sim

Emilia Fernandes  PT  Sim

Enio Bacci  PDT  Sim

Ibsen Pinheiro  PMDB Sim

José Otávio Germano  PP  Sim

Luciana Genro  PSOL  Sim

Manuela DÁvila  PCdoB  Sim

Mendes Ribeiro Filho  PMDB  Sim

Nelson Proença  PPS  Sim

Onyx Lorenzoni  DEM  Sim

Paulo Pimenta  PT  Sim

Paulo Roberto Pereira  PTB  Sim

Pepe Vargas  PT  Sim

Pompeo de Mattos  PDT  Sim

Professor Ruy Pauletti  PSDB  Sim

Renato Molling  PP   Sim

Sérgio Moraes  PTB   Sim

Vieira da Cunha  PDT   Sim

Vilson Covatti  PP   Sim

Total Rio Grande do Sul: 21  

Rondonia (RO)

Anselmo de Jesus  PT  NÃO

Eduardo Valverde  PT  NÃO

Marinha Raupp  PMDB  Sim

Mauro Nazif  PSB   Sim

Moreira Mendes  PPS  Sim

Total Rondonia: 5  

Roraima (RR)

Angela Portela  PT  Sim

Francisco Rodrigues  DEM  Sim

Luciano Castro  PR  NÃO

Marcio Junqueira  DEM  Sim

Neudo Campos  PP  Sim

Total Roraima: 5  

Santa Catarina (SC)

Angela Amin  PP  Sim

Celso Maldaner  PMDB Sim

Décio Lima  PT  Sim

Edinho Bez  PMDB Sim

Fernando Coruja  PPS   Sim

Gervásio Silva  PSDB  Sim

João Pizzolatti  PP  NÃO

Jorge Boeira  PT  Sim

Paulo Bauer  PSDB   Sim

Paulo Bornhausen  DEM  Sim

Valdir Colatto  PMDB  Sim

Vignatti  PT  NÃO

Zonta  PP  Sim

Total Santa Catarina: 13  

São Paulo (SP)

Abelardo Camarinha  PSB  Sim

Aline Corrêa  PP  NÃO

Antonio Bulhões  PRB  Sim

Antonio Carlos Pannunzio  PSDB  Sim

Arlindo Chinaglia  PT  NÃO

Arnaldo Faria de Sá  PTB  Sim

Arnaldo Jardim  PPS  Sim

Arnaldo Madeira  PSDB  NÃO

Beto Mansur  PP  Sim

Cândido Vaccarezza  PT  NÃO

Carlos Sampaio  PSDB  Sim

Carlos Zarattini  PT  NÃO

Celso Russomanno  PP  NÃO

Devanir Ribeiro  PT  NÃO

Dimas Ramalho  PPS  Sim

Dr. Talmir  PV  Sim

Dr. Ubiali  PSB  Sim

Duarte Nogueira  PSDB  Sim

Edson Aparecido  PSDB  Sim

Emanuel Fernandes  PSDB  NÃO

Fernando Chiarelli  PDT  Sim

Fernando Chucre  PSDB  Sim

Francisco Rossi  PMDB  Sim

Guilherme Campos  DEM  Sim

Ivan Valente  PSOL  Sim

Janete Rocha Pietá  PT  Sim

Jefferson Campos  PSB  Sim

Jilmar Tatto  PT  NÃO

João Dado  PDT  Sim

João Paulo Cunha  PT  NÃO

Jorginho Maluly  DEM  Sim

José Eduardo Cardozo  PT  NÃO

José Genoíno  PT  NÃO

José Mentor  PT  NÃO

José Paulo Tóffano  PV  Sim

Julio Semeghini  PSDB  Sim

Lobbe Neto  PSDB  Sim

Luciana Costa  PR  Sim

Luiza Erundina  PSB  Sim

Marcelo Ortiz  PV  Sim

Márcio França  PSB Sim

Milton Monti  PR  Sim

Paes de Lira  PTC  Sim

Paulo Maluf  PP  Sim

Paulo Pereira da Silva  PDT  Sim

Paulo Teixeira  PT  NÃO

Regis de Oliveira  PSC  Sim

Renato Amary  PSDB  Sim

Ricardo Berzoini  PT   Sim

Ricardo Tripoli  PSDB   Sim

Roberto Alves  PTB   Sim

Roberto Santiago  PV   Sim

Silvio Torres  PSDB  Sim

Vanderlei Macris  PSDB  Sim

Vicentinho  PT  Sim

Walter Feldman  PSDB  NÃO

Walter Ihoshi  DEM   Sim

William Woo  PPS   Sim

Total São Paulo: 58  

Sergipe (SE)

Albano Franco  PSDB  Sim

Eduardo Amorim  PSC  Sim

Iran Barbosa  PT  Sim

Jackson Barreto  PMDB  Sim

Jerônimo Reis  DEM  Sim

José Carlos Machado  DEM  Sim

Mendonça Prado  DEM  Sim

Total Sergipe: 7  

Tocantins (TO)

Eduardo Gomes  PSDB  Sim

João Oliveira  DEM  Sim

Laurez Moreira  PSB   Sim

Lázaro Botelho  PP  Sim

Moises Avelino  PMDB   Sim

NIlmar Ruiz  PR NÃO

Osvaldo Reis  PMDB   Sim

Total Tocantins: 7

FONTE: Congresso em Foco

5 de maio de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

Jobim critica PT, que foi contra Lei de Responsabilidade Fiscal em 2000

 

Ministro da Defesa participou de evento em Brasília em comemoração aos 10 anos da LRF

 

Célia Froufe e Renata Veríssimo / BRASÍLIA – Agência Estado

Em evento para celebrar os 10 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, não poupou críticas ao comportamento do Partido dos Trabalhadores (PT) durante o processo de aprovação da LRF, em 2000. Segundo ele, o PT foi contra o conteúdo do texto enviado ao Congresso, bem como um de seus integrantes, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. "O PT foi contra o texto, Palocci também foi. Está vendo como é bom ter memória?", indagou. De acordo com o ministro, é importante rever os erros do passado no presente para que não se cometam os mesmos erros no futuro.

Jobim lembrou que a LRF foi aprovada em 4 de maio de 2000, mas que em junho do mesmo ano o PT e outros dois partidos entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). "Entendiam que teria havido alteração no Senado e que o projeto deveria ter voltado à Câmara".

O ministro salientou que a LRF já tem 10 anos, mas o mérito da Adin no Supremo ainda não foi julgado. "A composição do Supremo mudou substancialmente. Dos ministros daquela época, não resta mais ninguém, é tudo gente nova", comparou. Para ele, os problemas prosseguem e, muitos deles, estão no Judiciário.

Na avaliação de Jobim, falta aos integrantes do Poder Judiciário uma formação na área econômica. "O Judiciário tem dificuldade com questões financeiras e econômicas", resumiu, atribuindo essa dificuldade à defasagem que prejudica a compreensão do texto.

Além disso, segundo o ministro, há problemas de comunicação entre os partidos. "Não obstante as políticas que são absolutamente legítimas, um dos problemas que vivemos é que os partidos não têm capacidade de arbitrar seu dissenso e colocam um terceiro poder para arbitrar esse dissenso", afirmou. Para ele, é preciso retomar a capacidade de diálogo dos partidos. "Deputados e senadores não se acertam".

Jobim fez estas afirmações durante o Seminário "10 anos de Lei de Responsabilidade Fiscal: Histórico e Desafios", organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e pela área de projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos), em Brasília.

Após lançar críticas ao PT, Jobim diz que não falou nada demais

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou que tivesse colocado o PT em saia justa ao criticar o comportamento do Partido dos Trabalhadores (PT) durante o período de aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em 2000. "Não falei nada demais. Só disse a verdade", afirmou à Agência Estado ao sair do Seminário "10 anos de Lei de Responsabilidade Fiscal: Histórico e Desafios", organizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Público (IDP) e pela área de projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos), em Brasília.

4 de maio de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

Evangelho da Prosperidade sob investigação

de Ruy B. Marinho

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Deus e riquezas: investigação do Senado americano procura saber o que há no evangelho da prosperidade dos televangelistas

Seis líderes carismáticos dos Estados Unidos estão sob a mira de um comitê do Senado que investiga os gastos pessoais de cada um deles. Os americanos se perguntam: É Deus agindo ou é o diabo? Dependendo da ótica de cada um o senador Charles Grassley é um agente de Deus a favor da justiça ou o próprio diabo com chifres! Algumas pessoas pensam que ele é o próprio diabo ao anunciar que começou uma investigação para saber de que maneira seis proeminentes ministros carismáticos usam o dinheiro do povo. Logo que a notícia saiu na mídia, as pessoas começaram a me ligar preocupadas se não se trata de um complô para fazer com que as igrejas comecem a pagar os impostos – pois são livres de certas taxas nos Estados Unidos.

Um assessor do senador me informou que ele não esconde nenhum segredo e que não quer interferir na liberdade de religião; o que pretende, isto sim, é investigar se essas seis pessoas não estão metendo a mão no dinheiro que o povo lhes dá para obras filantrópicas com o fim de comprar mansões, fazer cirurgias plásticas caríssimas e outras práticas diversionistas.

“Faz tempo que o público cristão exige um grau maior de prestação de contas”. Em cartas enviadas Grassley solicitou a Kenneth e Glória Copeland, a David e Joyce Meyer, a Randy e Paula White, Creflo e Taffi Dollar, Eddie Long e Benny Hinn de quem dispõem de quatro semanas para devolver-lhe um calhamaço de papéis provando de que estão em dia com a Receita Federal americana.

Grassley vem sendo elogiado por levantar suspeitas contra organizações seculares de caráter filantrópico – ONGS – inclusive a Cruz Vermelha americana. Devido às reclamações de seus eleitores, o senador está abrindo sindicância contra esses seis tele-evangelistas exigindo deles notas fiscais dos bens adquiridos, relatórios das reuniões de diretorias, provas contábeis feitas por empresas de auditorias, com dados precisos, entre outros documentos.

Cada pregador recebeu uma carta exigindo comprovantes de despesas e de práticas questionáveis. Entre as exigências, Grassley requereu:

1. Recibo de compra do carro conversível Bentley que Paula White, pregador televisivo diz ter dado de presente ao pastor texano T.D. Jakes.

2. Informações da pregadora Joyce Meyer sobre os gastos com a mobília de sua mansão no Missouri que incluem uma caríssima mesa de malaqueta no valor de 30 mil dólares, uma cômoda com tampa de mármore que custou 23 mil dólares, e dois vasos Dresden que custaram 19 mil dólares.

3. Que Benny Hinn lhe envie os documentos e a prova de onde veio o dinheiro para a compra de uma casa no valor de três milhões de dólares em Dana Point, na Califórnia.

4. Recibos e registros que expliquem como Eddie Long conseguiu pagar 1.4 milhões de dólares na compra de 20 hectares na área rural de Atlanta.

5. Registros e notas de viagens ao Havaí e Ilhas Fiji que Kenneth e Glória Copeland fizeram utilizando o avião ministerial.

6. Que o pregador de fé Creflo Dollar explique sua participação no levantamento de 2 milhões de dólares doados a Kenneth Copeland.

Nós os carismáticos, de fato, sentimo-nos desajeitados neste momento. A própria Universidade Oral Roberts está sob investigação por mau uso do dinheiro, e alguns dos grandes nomes do movimento carismático são acusados de não pagar impostos e de usar o dinheiro de Deus para seu conforto pessoal.

Não quero julgar esses pregadores. Sei que Joyce Meyer envia milhares de dólares para projetos em campos missionários ao redor do mundo, e que a Receita Federal notificou-a de que sua organização está sendo condescendente com os impostos. Espero que sua resposta satisfaça as exigências do comitê do senado e não sofra interrupção.

Por outro lado não consigo entender como alguns pregadores levantam ofertas com a maior cara de pau. Por exemplo, como alguém consegue gastar 10 mil dólares numa diária de hotel, no regresso pra casa de uma viagem missionária? É dinheiro de Deus?

Algo tem de ser feito. Perguntas devem ser levantadas. Por isso não culpo o senador nem acho que esteja a serviço do diabo ao solicitar essas provas. O pior é que esta investigação foi solicitada por um senador, tudo porque o povo não está pedindo que seus líderes prestem conta do dinheiro arrecadado.

Creio que Deus está apontando seu dedo para a igreja, exigindo que andemos por suas veredas.

J. Lee Grady , editor da revista Charisma.

Fonte: [ charismanews.com ]

Via: [Ministério Batista Beréia ]

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23 de abril de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

As Obras do PAC estão Afundando

de Laguardia

Legenda: Passarela rachou ao ser baixada para
fazer a ligação entre a balsa flutuante e a rampa fixa

A passarela do porto do Município de Manaquiri, a 64 quilômetros de Manaus, rachou no momento em que foi colocada para fazer a ligação da balsa flutuante com a rampa fixa de concreto. É o terceiro porto do interior amazonense a apresentar problemas, nos últimos 20 dias, mesmo após ter sido inaugurados, com pompa e circunstância, pelo então ministro dos Transportes e pré-candidato ao Governo do Amazonas, Alfredo Nascimento.

O porto de Humaitá, inaugurado dia 24 de março, com a presença dos então governadores do Amazonas, Eduardo Braga, e de Rondônia, Ivo Cassol, adernou, no dia 10 de abril. Participaram da cerimônia de inauguração a pré-candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, na época ministra-chefe da Casa Civil, e o ainda ministro Alfredo Nascimento.

A passarela do de Itacoatiara, que deveria suportar 50 toneladas, não resistiu a um trator de 18 toneladas e se partiu, no dia 23 de março. O trator ficou a 12 metros de profundida, no rio Amazonas.

A notícia do acidente com o porto de Manaquiri chegou à rádio CBN Manaus através de fotos enviadas por um ouvinte (veja na ilustração desta matéria e, abaixo, na galeria). Em seguida, contatado pelo telefone, o prefeito do Município, Jair Souto, confirmou o acidente.

No caso de Manaquiri, a balsa flutuante chegou ao Município na noite do dia 16 de março, por volta das 22h, e, no dia seguinte (17/03), o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, compareceu à cerimônia de inauguração. “Assinamos um Termo de Compromisso para, no futuro, formalizar a passagem do porto para a administração municipal”, disse o prefeito Jair Souto.

Ocorre que a empresa Estaleiro Rio Amazonas (Eram), que realizou a obra, em convênio com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), do Ministério dos Transportes, e a Companhia Docas do Maranhão (Codomar), não levou os equipamentos necessários à colocação da passarela que ligaria a balsa flutuante à rampa de concreto. O resultado é que, na hora da manobra, a passarela rachou, diante do impacto com a rampa fixa.

“O porto foi inaugurado, mas o funcionamento e a instalação final ainda estão pendentes. Essa estrutura não foi eletrificada e os motores para levantar a rampa não estão funcionando. Estou aguardando que o Ministério dos Transportes, Dnit e Codomar façam os reparos e a entrega oficial à Prefeitura”, disse. “Estou vigiando a obra com todo carinho, mas não posso mexer nela porque oficialmente não foi entregue e não tem como eu recebê-la nessas condições”, disse o prefeito, que é presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM). Fonte: CBN

16 de abril de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário

Flores no túmulo de Tancredo

 

Demétrio Magnoli – O Estado de S.Paulo

Para onde pender Minas Gerais, se inclinará o Brasil, imaginam os estrategistas de José Serra e Dilma Rousseff. A candidata do PT inaugurou sua campanha solo com um périplo mineiro e – entre tantos lugares! – enveredou pelo caminho de São João Del Rei, até o túmulo de Tancredo Neves, no qual depositou flores. O gesto recende a oportunismo eleitoreiro paroxístico, e também é isso. Mas não é só isso: Dilma está fazendo uma declaração sobre a História – ou melhor, uma declaração contra a História.

Lula e o PT acercaram-se de Delfim Netto, celebraram com Jader Barbalho, aliaram-se a José Sarney, trocaram figurinhas com Paulo Maluf, assopraram as cicatrizes de Fernando Collor. O que é um Tancredo perto disso? Uma diferença, entre tantas, está na circunstância de que a figura homenageada deixou o mundo dos vivos para ingressar no firmamento dos símbolos. Tancredo é uma representação: o ícone da transição pactuada que deu origem à Nova República. O PT vilipendiou aquela transição e decidiu não fazer parte da ordem que nascia. Primeiro, expulsou seus três deputados que votaram por Tancredo no Colégio Eleitoral. Depois se recusou a homologar a Constituição de 1988. O que fazia Dilma no berço simbólico de tudo o que o PT queimou na maior encruzilhada de nossa história recente?

A coerência absoluta é privilégio das seitas políticas, responsáveis apenas perante seus próprios dogmas. Todos os partidos de verdade, aqui e alhures, experimentam ambivalências ao olhar para trás, na direção de seu passado. Mas o lulopetismo encontra-se numa categoria separada. A narrativa histórica implícita na peregrinação ao túmulo de Tancredo se situa em algum ponto entre a esquizofrenia e o distúrbio bipolar. E, no entanto, há método na loucura.

O PT surgiu como leito de confluência de muitas águas e diferentes histórias. Na média, identificava-se como um partido de ruptura, socialista mas avesso ao "socialismo real". Depois, à medida que se aproximava do poder, converteu-se num partido da ordem. A conversão, contudo, jamais assumiu as formas de uma releitura honesta de seu passado e de uma crítica política de suas ideias originais. A antiga corrente liderada por José Genoino bem que tentou, mas o PT não seguiu a dura trilha de aggiornamento pela qual, ao longo de meio século, os partidos marxistas da Segunda Internacional se transformaram na atual social-democracia europeia. Na hora do triunfo de Lula, a distância incomensurável entre palavras e atos teve de ser vencida pelo recurso a um salto fraudulento: a Carta ao Povo Brasileiro, produzida por ex-trotskistas e assinada pelo candidato como negação do programa partidário. Não é trivial encarar o passado quando se joga esconde-esconde com a política.

Lula pilotou a política econômica com o software elaborado por FHC e foi buscar no ninho tucano o operador dos manetes do Banco Central. Dilma jura que rezará as três orações do livro da ortodoxia: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. Paralelamente, as resoluções do Congresso do PT de 2007 lamentam a queda do Muro de Berlim e reiteram tanto as "convicções anticapitalistas" quanto o compromisso com a "luta pelo socialismo". No partido, desde as crises da cueca e do caseiro, ninguém mais ousa sugerir um aggiornamento – uma carência que se traduz pelo agravamento dos sintomas de esquizofrenia. A dicotomia se desenvolve como uma bifurcação de negações complementares: a prática de governo lulopetista não pode encontrar expressão na plataforma partidária e as palavras escritas pelo partido não podem encontrar correspondência nos programas de governo.

Já existem duas versões da História do Brasil, tal como narrada por Lula. A original, apoiada na chave da ruptura, diz que a Nação alcançou a independência com a inauguração de sua presidência, após a longa noite de "500 anos" na qual "a elite governou este país". A segunda, apoiada na chave da continuidade, diz que Lula restaurou uma estrada de emancipação projetada por Getúlio Vargas ("o presidente que tirou toda a Nação de um estágio de semiescravidão"), implantada por Juscelino Kubitschek ("quem conscientizou o País de que o desenvolvimento nacional é uma prerrogativa intransferível de um povo") e pavimentada por Ernesto Geisel ("o presidente que comandou o último grande período desenvolvimentista do País"). As duas versões lulistas são contraditórias entre si, mas convivem na harmonia perfeita do distúrbio bipolar.

No inverno de 1077, o imperador excomungado Henrique IV viajou ao castelo papal de Canossa e aguardou à porta, sob a neve, por três dias e três noites, até receber o perdão de Gregório VII. A peregrinação de Dilma à Canossa tropical do lulopetismo equivale à adição de um novo capítulo na versão continuísta da História do Brasil. O que o capítulo adventício acrescenta ao conjunto, em termos de sentido?

Há uma invariante nas narrativas lulopetistas sobre o passado, que é o conto de uma queda. Nas duas versões, a presidência de FHC representa uma catástrofe existencial: a venda do templo e a conspurcação dos lugares santos. Para todos os efeitos, FHC desempenha o papel de chefe supremo dos "exterminadores do futuro", na frase fresca de uma Dilma que acabara de se ajoelhar diante do túmulo de Tancredo. O capítulo novo, escrito em São João Del Rei, estende a narrativa da continuidade e demarca o lugar exato do abismo.

A escalada nacional rumo à montanha da glória começa em Vargas e prossegue com Juscelino, Geisel e Tancredo, até se desviar com FHC, projetando a Nação nas profundezas do vale da desolação. Sob a liderança de Lula, a montanha foi afinal conquistada. O despenhadeiro, porém, continua à vista e uma melodia encantatória ameaça reconduzir-nos, de olhos vendados, para a perdição. Dilma depreda a história – a nossa, a dela, a do PT. Mas há método na loucura.

É Sociólogo e Doutor em Geografia Humana (USP).

16 de abril de 2010 Posted by | NOTÍCIAS | Deixe um comentário