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CRIANÇAS QUE APANHAM DOS PAIS SÃO ADULTOS MAIS BEM SUCEDIDOS

 

  ALESSANDRA NOGUEIRA

 

bater filhos

O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga. Pv 12:34

Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes que o teu ânimo se exalte até o matar. Pv 19:18

Castiga o teu filho, e te dará descanso; e dará delícias à tua alma. Pv 29:17

A repreensão física se torna cada vez mais uma prática condenada e mais incomum, mas um novo estudo realizado nos Estados Unidos afirma que crianças que apanham dos pais como parte da educação têm melhores notas e são mais otimistas. Além disso, estas crianças, que receberam repreensão física dos pais antes dos seis anos, têm maiores chances de fazer trabalhos voluntários e mais vontade de ter um curso de graduação.

Apesar dos resultados mostrados pela pesquisa, grupos de direitos humanos argumentam que esta é uma forma antiquada de educação, que pode levar a danos e problemas mentais nas crianças. Marjorie Gunnoe, que realizou a pesquisa, afirma que o estudo mostra que não há provas suficientes para impedir que os pais escolham como devem punir os filhos quando fazer algo errado. “Eu acho que bater nos filhos é uma ferramenta perigosa, mas às vezes existem problemas grandes o bastante para esta ferramenta”, afirma a pesquisadora. “Só não se pode usá-la para todos os problemas”, esclarece Gunnoe.

A pesquisa foi realizada com 179 adolescentes, que responderam a um questionário sobre a freqüência com que apanhavam dos pais e com que idade tinham recebido a repreensão física pela ultima vez. Depois, os resultados foram comparados com outros questionários, que falavam sobre efeitos negativos – comportamento anti-social, atividade sexual precoce, violência e depressão – e positivos – sucesso acadêmico e ambições de vida.

Os adolescentes que levaram palmadas até os seis anos afirmaram ter melhores performances em quase todas as categorias positivas e não mostraram resultados piores nas negativas do que aqueles que não apanhavam. As crianças que apanharam dos sete aos 11 anos também mostraram melhores resultados acadêmicos, embora também tivessem mais problemas, como envolvimento em brigas. Os participantes que afirmaram ainda apanhar dos pais tiveram resultados piores em todas as categorias.

Respostas

A pesquisa trouxe à tona a ira de organizações que defendem o fim das punições físicas. Nos Estados Unidos, a Sociedade Nacional de Prevenção à Crueldade afirmou, em declaração oficial, que crianças devem ter proteção legal a agressões, como os adultos. “Outras pesquisas mostram que bater nos filhos afeta o comportamento e desenvolvimento mental das crianças, e aumenta as chances de elas se tornarem anti-sociais”, afirma a organização.

Entretanto, organizações de pais, como a Parents Outloud, defendem leves palmadas como uma ferramenta de educação válida. Margaret Morrissey, porta-voz da organização, afirma que é muito difícil explicar para uma criança pequena que algo que ela fez é errado. “Um leve tapinha muitas vezes é o meio mais eficiente de ensinar a elas que não devem fazer algo que é perigoso ou danoso a outras pessoas”, diz.

Entretanto, mesmo a organização que defende uma leve repreensão física concorda que qualquer violência mais pesada deve ser combatida: “Qualquer coisa a mais que um leve tapa é errado, mas os pais devem ter a liberdade de disciplinar seus filhos sem medo”, afirma Morrissey. Aric Singman, autor do livro “The Spoilt Generation” (“A geração mimada”, sem edição em português), defende que uma maior autoridade por parte dos pais ajudaria na disciplina das crianças. “Se a repreensão for feita por um pai que tem um afeto normal e sensível, a sociedade não deveria julgar isso”, afirma o escritor. “Devemos confiar que os pais sabem a diferença entre uma repreensão física e um soco, por exemplo”. [Telegraph]

Fonte Hypescience                                                                  

Link da matéria: Crianças que apanham dos pais são adultos mais bem-sucedidos

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11 de janeiro de 2010 Posted by | FAMÍLIA | Deixe um comentário