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O CULTO VERDADEIRO

Gosto muito daquele caso que um ministro americano, o já falecido Dr. Rufus M. Jones, costumava contar. Ele acreditava na importância do intelecto na pregação. Porém um membro de sua congregação fez objeção a essa ênfase e escreveu-lhe queixando-se: “Quando vou à igreja”, disse em sua crítica, “sinto-me como se tivesse desenrolando a minha cabeça e a colocando por sob o assento , pois numa reunião religiosa não tenho necessidade alguma de usar o que se acha acima do meu colarinho!

“Prestar culto dessa forma, sem fazer uso da mente, certamente é o que se fazia na cidade pagã de Atenas, onde Paulo encontrou um altar dedicado “ao deusdesconhecido”. Mas essa forma de culto não serve para os cristãos. O apóstolo não se sentira satisfeito em deixar os atenienses em sua ignorância. Prosseguiu proclamando-lhes a natureza e as obras do Deus que cultuavam na ignorância. Pois sabia que somente o culto inteligente é aceitável por Deus, o culto verdadeiro, o culto prestado por aqueles que conhecem a quem adoram, e que o amam “de todo o entendimento”.

Os salmos eram o grande hinário da igreja do Velho Testamento, e hoje em dia ainda são cantados nos ultos cristãos. Neles temos, pois, um meio de sabermos como deve ser o culto verdadeiro. A definição básica de culto nos Salmos é “louvar o nome do Senhor”, ou “tributar ao Senhor a glória devida ao eu nome”. E ao inquirirmos o que significa o seu “nome”, verificaremos que é a soma total de tudo o que ele é e fez.

Em particular, ele é cultuado nos Salmos tanto como o Criador do mundo como o Redentor de Israel, e os salmistas se comprazem em adorá-lo dando uma lista enorme das obras de Deus, relativas à criação e à redenção.

Todo culto cristão, seja ele público ou pessoal, deve ser uma resposta inteligente à auto-revelação de Deus, por suas palavras, e suas obras registradas nas Escrituras.

Extraido de “Crer é também pensar”,
John R. W. Stott.

Publicado no Boletim da Igreja Presbiteriana de Bom Jardim de 22/01/2012

21 de janeiro de 2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Anônimo ou Famoso Qual é a sua escolha?

Quando observamos as grandes catedrais na maioria dos países da Europa, ficamos vislumbrados com as pinturas maravilhosas feitas a mão. Não é só a beleza que nos impressiona, mas também a dificuldade de se pintar em lugares com grandes obstáculos, devido a altura e a posição que o corpo deve ficar por horas. Além disso, encontramos pinturas em lugares pouco visíveis, o que nos faz pensar sobre a motivação do autor de fazer uma obra de arte em locais pouco visível.

Por que gastar tanto tempo nisso, se poucos vão ver? O que nos impressiona mais ainda é descobrir que a maioria dessas pinturas está assinada por “autor anônimo”. Como? Depois de tanto trabalho, o nome desse herói não aparece? Isso é mesmo incrível, mas é verdade. Pelo fato de gostarmos muito da fama, isso nos surpreende muito.

Isso tudo me faz refletir de que, no Reino de Deus deveríamos ser iguais a esses pintores das grandes catedrais. Fazer tudo com zelo, amor, carinho, dando sempre o melhor para nosso Mestre e nofinal escrever “autor anônimo”, a Ele seja toda a glória.

André, discípulo de Jesus, aparece como um quase anônimo na história. Poucos relatos sobre ele nas Escrituras, para ser exato ele aparece apenas 6 vezes na Bíblia. No entanto, ele se encaixa como esses grandes anônimos das catedrais.

André foi um discípulo evangelista, que sempre apresentava pessoas a Jesus. O primeiro que apresentou foi o seu próprio irmão Pedro, que se tornou o discípulo mais “famoso”.

No entanto, André nunca reclamou de ser menos conhecido do que seu irmão, apesar dele ter levado seu irmão ao conhecimento da verdade.

André ainda aparece levando outros a Jesus, inclusive gentios que eram considerados estrangeiros. Ele não fazia diferença.

Quando todos os outros discípulos estavam preocupados em como alimentar aquela multidão faminta, foi o discípulo André que encontrou aquele jovem com 5 pãezinhos e 2 peixinhos. André não apenas encontrou aquele jovem, como creu que aquela pequena refeição poderia multiplicar nas mãos do Mestre (João 6: 1-15).

Precisamos de mais Andrés nos nossos dias. Precisamos de mais anônimos no Reino. Qual é a sua escolha?

OSNI FERREIRA & Cláudia (Tiago & Débora)
“Coragem para ser diferente, compromisso para fazer diferença”

Publicado no Boletim da Igreja Presbiteriana de Bom Jardim em 15/01/2012

21 de janeiro de 2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário