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É Sempre uma Falta de Amor Criticar e Julgar?

Postado por Augustus Nicodemus Lopes

do Blog O TEMPORA! O MORES!

Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.

Essa acusação reflete o sentimento pluralista e relativista que permeia a mentalidade evangélica de hoje e que considera todo confronto teológico como ofensivo. Nossa época perdeu a virilidade teológica. Vivemos dias de frouxidão, onde proliferam os que tremem em frêmito diante de uma peleja teológica de maior monta, e saem gritando histéricos, "linchamento, linchamento"!

Pergunto-me se a Reforma protestante teria acontecido se Lutero e os demais companheiros pensassem dessa forma.

É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ou escritas de uma outra forma. Aprendi com meu mentor espiritual, Pr. Francisco Leonardo Schalkwijk, que a sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.

Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.

Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.

Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “… com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio. “… contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância…” (1Co 5.2,6). Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.

Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor” (a figura ao lado é uma representação antiquíssima de João) Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. "Verdade" nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:
– “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).

– “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?

Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).

– “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3.8).

– “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).

– “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).

– “… muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo… Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus… Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).

Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?

O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.

O amor, segundo Paulo, “é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Coríntios 13.4-7). Percebe-se que Paulo não está falando de um sentimento geral de inclusão e tolerância, mas de uma atitude decisiva em favor da verdade, do bem e da retidão. Não é de admirar que o autor desse "hino ao amor" pronunciou um anátema aos que pregam outro Evangelho (Gálatas 1). Destaco da descrição de Paulo a frase “O amor regozija-se com a verdade” (1Coríntios 13.6b). A idéia de “aprovar” está presente na frase. O amor aprova alegremente a verdade. Ele se regozija quando a verdade de Deus triunfa, quando Cristo está sendo glorificado e a igreja edificada.

Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão.

15 de junho de 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

"… SE PREOCUPE NÃO, TODO MUNDO FAZ …"

Domingos Pascoal

O pai dirige seu automóvel com o filho ao lado. De repente o carro entra na contramão. O menino se assusta e diz: – pai, não é proibido entrar aqui? – Tem nada não, filho, todo mundo faz isso. Só estou dando uma “roubadinha” para encurtar o caminho.

Fim de semana, ele leva a família para almoçar fora. Restaurante de luxo, comida boa e cerveja bem gelada. Toma umas três, mesmo sob o protesto da esposa que diz: – “home, tu vai dirigi”. Não dá importância. Na hora de pagar, olha o valor R$ 70.00. Chama o garçom e diz: “quero uma nota fiscal de R$ 150,00, tire a nota como almoço de negócio e em nome da empresa. – Sim, ia esquecendo, bote a data de quarta-feira”. E arremata para todos da mesa escutar: “lá na firma todo mundo faz isso”.

No caminho de casa há uma “blitz”. O guarda manda parar. Ele percebe-se logo embriagado, “ziguezagueando” na pista, além de estarem todos sem cinto de segurança. Mas o motorista, muito esperto, antes de parar, diz: – mulher, tira “deizinho” aí, ligeiro, ligeiro, que é para a gente dar a esse guarda, se não ele vai encrencar. “Se preocupem não, é normal todo mundo faz”.

Parece tudo muito natural. Quem ousa contestar? Ficam todos calados. O Juninho, imagina o pai, é uma criança, portanto não vai entender nada disso. Porém, enquanto isso, o Juninho está pensando: “é, este meu pai é inteligente mesmo. Ele tem uma solução para tudo”.

O tempo passa, o menino cresce, agora é adolescente ou, como chamam por aí, “aborrecente”. Momentos de contestação de valores, de socialização complicada. E coisas estranhas começam a aparecer. Os primeiros sintomas são pedidos como, por exemplo, dinheiro para comprar um livro de “javanês”, pois é exigência do Colégio. O pai fica em dúvida, por não conhecer a disciplina. Mas está tudo diferente mesmo, deve ser invenção destas escolas modernas. Libera o dinheiro. Afinal são apenas R$ 200,00.

Percebe também que nunca mais o filho mostrou-lhe o boletim de freqüência e as notas da escola. Ah! Ele deve estar mostrando à sua mãe.

Todavia, outro dia ficou muito preocupado, pois mesmo sem ter liberado a chave do carro, percebeu que durante a noite alguém saiu nele, já que estava sujo de barro e cheirando a bebida. Será? Será possível que o Juninho está fazendo isso comigo? Eu nunca agi assim com o meu pai. Será possível? Vou perguntar à mãe dele e aproveito logo para indagar também sobre o boletim.

As duas respostas o deixam arrasado. Certamente ele estava falsificando a assinatura deles no boletim e à noite tirou furtivamente o carro. A coitada da mãe, para não criar clima, até que tentou abafar. Mas, não foi possível.

Como isso foi acontecer logo comigo? Fiz tudo por esse menino. Coloquei nas melhores escolas, dei-lhe dinheiro para comprar as melhores roupas e os melhores brinquedos, só ensinei coisas boas, ele nunca me viu roubando, ou enganando ninguém. Ô meu Deus! O que vou fazer? E insiste para si mesmo. Só procurei dar bons exemplos, sempre fui um homem honesto. Que coisa horrível.

Que tristeza…

É, amigo, realmente é um “problemão”, Mas, “se preocupe não”, seu filho deu apenas uma “roubadinha” no seu carro para fazer um “rolé”. Isso é normal, todo mundo faz. Ah, ele bebeu? Ih! É verdade, ele também é menor e não tem habilitação. “Se preocupe não” o guarda ainda é só “deizinho”. Sim, mas você não sabe de onde veio o dinheiro para a bebida, a festinha e o guarda? Sabe não? Lembra-se do livro de “javanês?”. Mas, “se preocupe não”. Todo mundo faz.

Só um aviso, querido. Seu filho poderá ser um advogado, um Juiz, um comerciante ou  político. É, ele pode ser um prefeito, um deputado, ou até um presidente da República, já pensou? “Se preocupe não”. Ele vai lembrar direitinho das suas lições: “roubadinha”, superfaturamento, propina. Afinal, todo mundo faz.

14 de junho de 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

A diferença entre erro e pecado


Por Sóli Limberger

Um dos segredos da vida é dar o nome certo às coisas.

Tenho notado uma tendência crescente entre as pessoas: Elas admitem erros em vez de pecados. Isso acontece em todos os níveis, se alguém furta algo, essa pessoa cometeu um erro. Mas o nome certo disso é roubo, pecado.

Quando as pessoas se referem a esse tipo de comportamento como um erro e não como um pecado, elas estão, consciente ou inconscientemente fugindo da responsabilidade.

Existe uma diferença fundamental entre os dois. Alguns acham que eles são sinônimos. Eles não são.

Um “ERRO” implica em fazer algo de maneira NÃO INTENCIONAL.

Os erros são legítimos. Eles acontecem porque ficamos distraídos ou negligentes.

Erramos uma rua, erramos a digitação de uma palavra, erramos o dia do mês…

Mas o pecado é mais do que um erro. É uma escolha deliberada de fazer algo que você sabe que está errado.

O “PECADO” implica deliberadamente em passar por uma fronteira que não deve ser ultrapassada mas escolhemos passar.

Ao contrário de um simples erro, o pecado nós escolhemos fazer, mesmo sabendo que não é correto fazê-lo.

Portanto, devemos aceitar a responsabilidade por ele e as consequências que se seguem. Esta é a medida de maturidade e marca a transição da adolescência para a vida adulta. É o alicerce de uma sociedade civilizada e madura.

Sim, todos nós cometemos erros. O mais importante no entanto, é que todos nós pecamos. Precisamos entender a diferença entre os dois e estar dispostos a chamá-lo do que ele realmente é. Até que tenhamos essa coragem, não poderemos reparar o que foi quebrado.

Ao ERRO cabe “desculpa”

Ao PECADO cabe “perdão”

Paz em todos

Fonte: Buscai o Reino

7 de junho de 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário